terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pelourinhos

PELOURINHO DE FROSSOS

O monumento assenta em três degraus quadrados com bastante altura, lisos, e de bordo saliente. Anteriormente possuía base quadrada bastante elevada assutada no topo e com pequena plataforma. Eram quatro os colunetos que protegiam esta base. A coluna é lisa e possui pequena gola no topo, seguida do capitel também em forma quadrada mas com mais largura e pouca altura. Nesta desenvolve-se o remate com a sua forma cúbica. Nele estão inseridas em duas das suas quatro faces, as armas de Portugal já pouco legíveis, e nas outras duas elementos heráldicos já pouca definição. Na parte terminal tem uma grimpa em ferro muito elevada, com quatro braços.

Largo do Pelourinho - Freguesia de Figueiredo de Frossos

I.I.P. Decreto 23122 de 11/10/1933 - ALBERGARIA -A-VELHA





PELOURINHO DE ANGEJA

O pelourinho assenta em três degraus quadrados. O último tem acentuado assutamento.
A plataforma de feição prismática tem oitenta centímetros de altura e possui ligeiro ressalto na parte superior onde vem a assentar a coluna de um metro e trinta centímetros de altura, com a sua forma cilíndrica. Possui ligeira gola na base e na parte superior onde se forma o capitel.

O remate em bloco prismático quadrangular possui ligeiro bordo saliente na parte inferior e superior.

Nas quatro faces tem em relevo, as armas de Portugal, um castelo e duas esferas armilares encimadas por uma cruz de Cristo. Por remate possui uma coroa real.
O pelourinho foi construido no ano de 1902 provavelmente com o aproveitamento de algum material do primitivo monumento.

Praça da República - Freguesia de Angeja
I. I. P. Decreto 23122 de 11/10/1933 - ALBERGARIA-A–VELHA

I. I. P. Decreto 23122 de 11/10/1933

Em 1933 o Governo satisfazendo a velha aspiração da Associação dos Arqueólogos Portugueses, reconhecendo o valor dos pelourinhos, mandou proceder à sua catalogação e inventário. O Decreto n° 23122 que tal ordena é precedido dos seguintes considerandos.
" Duas espécies de monumentos nos restam hoje atestando a nossa antiga e característica organização social: Os paços do concelho e os pelourinhos. A utilização interrupta dos primeiros tem desnaturado ou transformado os poucos exemplares que ainda nos restam.Os pelourinhos que em Portugal são mais símbolos da autonomia regional do que locais de tortura, estão em regra menos deturpados, embora abandonados pelas municipalidades e até pelo Estado, que apenas tem classificados trinta e três de entre os de maior valor artístico.
Nunca se atendeu ao seu valor histórico, assim como nunca se procedeu ao seu inventário. Apenas alguns estudos particulares se podem considerar como elementos, aliás valiosos para o seu estudo e catalogação."

Tem a data de 11 de Outubro de 1933

dados retirados do livro:

PELOURINHOS DO DISTRITO DE AVEIRO
JÚLIO ROCHA E SOUSA (Edição de Autor, 2000)

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